Xingatório da Imprensa

agosto 30, 2003

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Factóide probabilístico

O Campeonato Brasileiro entra hoje na sexta rodada do returno e já se multiplicam as citações em jornais às “chances matemáticas” de título e rebaixamento. O curioso é que, no fim das contas, contrariando os desejos dos deuses da probabilidade, haverá apenas um campeão e dois rebaixados.

agosto 20, 2003

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Saudades?

Os anos globais deixaram marcas em Hildezinha. No JB há três dias, a colunista tem citado as Organizações a torto e a direito. Dona Lily Marinho foi personagem da nota de abertura na coluna de estréia, que também falava sobre o documentário que a Rede Globo prepara sobre Zuzu Angel. A edição de ontem estampava fotos de Glória Maria e Carlos Schroeder (o chefão do jornalismo da emissora). Hoje, duas notas se referem ao finado dr. Roberto, enquanto outras três comentam bastidores da entrevista de Lula ao Fantástico.

Diga-se de passagem que, neste curto período de três dias, a coluna já mudou de visual, seguindo a tradição dos tempos de O Globo. E pagou mico ao revelar “em primeira mão” o símbolo do Pan 2007, que já havia sido divulgado mundialmente na noite anterior.

agosto 15, 2003

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Utilidade pública

O Valor Econômico de hoje traz, na capa do caderno Empresas, uma interessante matéria sobre uma pesquisa de perfil de consumo feita pela Volkswagen. Com direito a um belo quadro indicando o VW mais indicado a cada tipo de consumidor.

agosto 7, 2003

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Chupa-caldo

As exaltações ao espiríto democrático do falecido Roberto Marinho lembram-nos de que nenhuma obra se completa sem ajudantes valorosos. Eis um perfeito exemplo publicado no Comunique-se.

Vai tranqüilo, Roberto Marinho

Milton Coelho da Graça

Redação de O GLOBO, 7 e meia da noite, 2 de maio de 1981. O jovem repórter Marcelo Beraba entra e vem direto à minha mesa de editor-chefe.

– Tenho uma bomba. Estou com o filme da cirurgia do major Wilson lá no Hospital Miguel Couto. Um médico fez as fotos dentro da sala e me entregou.

Para os mais novos e desmemoriados: o major Wilson foi o fracassado executor da ação terrorista do serviço secreto do Exército, de jogar uma bomba no Riocentro, durante festa comemorativa do Primeiro de Maio. O objetivo dessa idéia de jerico – soube-se depois – era deter o processo de abertura democrática, responsabilizando os comunistas pelo atentado. Wilson foi para o Riocentro em um carro Puma, levando como cúmplice um sargento. Mas algum santo de esquerda estava de plantão naquela noite e, antes que fosse atirada contra a juventude que se divertia, uma das duas bombas que a dupla levava explodiu dentro do carro, matando o sargento e deixando o major com sérios ferimentos no baixo ventre.

Fazia parte de meu dever consultar Roberto Marinho ou o diretor de redação, Evandro Carlos de Andrade, sobre o jeito de publicar matérias políticas importantes. E Evandro viajara ao exterior. Decidi preparar tudo para lançar as fotos no alto da primeira, enquanto ia pensando em como conversar com o patrão.

A situação se complicou quando o coronel Job Lorena, responsável pela comunicação do I Exército e pelo inquérito militar instaurado sobre a explosão, foi conduzido por um contínuo até o Eli Moreira, chefe da reportagem. Imaginei logo que boa coisa não era e, pelo telefone, pedi ao Eli que fosse engabelando o coronel ao máximo. Mas, pouco depois das 9, o coronel veio, sorridente, até mim, apresentou-se e disse: “Eu estava conversando com o Eli, porque pensava que ele era o comandante, mas agora descobri que é você.” E rapidamente me disse que sabia da existência das fotos e exigia que nós não as publicássemos sob pena de graves conseqüências para o jornal e a equipe do Miguel Couto.

Com a recomendável suavidade e o melhor dos sorrisos, expliquei que infelizmente eu não era comandante, era apenas também um coronel, que obedecia ordens de dois generais: Roberto Marinho e Evandro, diretor. Infelizmente, Evandro estava viajando e dr. Roberto também já tinha ido embora. Ele me pediu o telefone do dr. Roberto e eu saí do aquário para ir buscá-lo.

Liguei para Roberto Marinho e falei rapidamente sobre o material que tínhamos e a edição planejada, supersensacional, com fotos exclusivas etc. e tal. Expliquei que o coronel estava na redação e sugeri um planinho para mostrar a máxima boa vontade do jornal. Eu daria aquele número de telefone ao coronel mas, a partir daquele instante, o dr. Roberto não mais atenderia. A sugestão foi aceita sem vacilação e Job Lorena ainda ficou um bom tempo grudado a um telefone até desistir.

Pouco depois das 7 da manhã do dia seguinte, uma viatura militar foi buscar Roberto Marinho em sua casa no Cosme Velho para um encontro nada amistoso com o general Gentil, comandante do I Exército, que durou até meio dia. À tarde, fui chamado à sala do dr. Roberto, assim que ele chegou ao jornal e ele estava claramente de mau humor. Não disse uma palavra sobre as fotos. Só perguntou por que eu não tinha também revelado a manchete em que o jornal fazia a revelação, enviada por Merval Pereira, da sucursal de Brasília, de que havia sido encontrada outra bomba no carro. Esse é que tinha sido o tema dominante da “conversinha” no Palácio do Exército, porque desmontava completamente a farsa que Job Lorena e o serviço secreto do Exército queriam montar no inquérito sobre o atentado.

Expliquei, com a melhor cara-de-pau possível, que nem havia julgado importante consultá-lo, porque a informação tinha sido dada ao Merval por duas pessoas da confiança dele, dr. Roberto: o diretor da Polícia Federal e Tancredo Neves. Imediatamente, ele encerrou a conversa em tom de ironia e matreirice: “Então valeu a pena o que passei hoje de manhã?”

Valeu, Roberto Marinho, para o país e, especialmente, para todos que produziram ou leram aquela edição de 3 de maio de 1981, em que O GLOBO, sob o seu comando, ajudou a restaurar a democracia.

Dizem que, lá em cima, as boas ações valem muito mais do que os pecados.

agosto 5, 2003

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A Revista D, do Correio Braziliense, cometeu um pequeno exagero no último domingo. A matéria sobre varizes, nas páginas centrais, começa assim:

O sistema venoso do corpo — por onde correm cerca de 7 mil litros de sangue todos os dias — não está dimensionado para funcionar tanto tempo em pé.

agosto 2, 2003

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Prêmio Originais do Ano

Matéria do JB de hoje:

O Dia dos Pais dos ”presentinhos”

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