Xingatório da Imprensa

maio 24, 2004

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Universo paralelo

O JB publica nesta segunda-feira uma entrevista light com Rosinha Garotinho. Conta, por exemplo, que a governadora gosta de “manter discussões filosóficas” com seus secretários, de “passear pela internet no fim do dia” e de usar vestidos. Mas o destaque mesmo é a imparcialidade que permeia trechos como este: “No mais, desfia com competência os feitos de sua administração.”

maio 16, 2004

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A democracia pela metade

É fácil de se esquecer, mas a democracia exige, além de liberdade de expressão, imparcialidade da imprensa. Jornais (e jornalistas) tendenciosos são tão nocivos ao regime quanto um presidente que não tolera matérias contrárias à sua imagem.

Por que nenhum veículo encomendou ou deu destaque a pesquisas sobre a opinião do povo brasileiro em relação à decisão – agora contornada – de se expulsar o correspondente do New York Times? Talvez porque a unanimidade que existe entre os políticos, os jornalistas e a intelligentsia não se reflita nas ruas, nas mesas de bar, nos subúrbios, nos escritórios, nos grotões, nos campos de pelada, nas igrejas…

A coluna de Ancelmo Gois no Globo revela, neste domingo, um dado curioso: em pesquisa realizada pela UniCarioca, 41,69% das pessoas ouvidas apoiaram a expulsão de Larry Rohter, enquanto 58,31% condenaram. Em outras palavras, a se fiar nessa enquete, entre o povo, a unanimidade não passa de uma (tênue) maioria.

A diferença entre uma coisa e outra pode parecer pequena, mas é tão grande quanto à que existe entre um metalúrgico democrata e um presidente intolerante.

maio 13, 2004

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Hilário

De Fernando Vanucci, no TV Esporte Notícias: “Já imaginou um jogo entre Iraque e Estados Unidos nas Olimpíadas? Periga ter minas espalhadas no meio do campo!”

maio 10, 2004

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Efeito retardado

Paulo Maluf não poderia esperar que o truque mais velho do mundo surtisse tanto efeito. Os jornais deste domingo dão destaque para sua declaração-factóide de que, se existir dinheiro em seu nome no exterior, este “é de quem encontrar”. O Estado de S. Paulo estampa chamada na primeira (“Maluf: quem achar conta fica com o dinheiro”). O Globo coloca título no alto da página (“Maluf: quem achar contas em paraísos fiscais poderá ficar com o dinheiro”). Há muito tempo grande parte da imprensa vive de frases de efeito. Mas, neste caso, a frase não é apenas um deboche; sugere algo infactível. É óbvio: o destino do dinheiro, se este existir, foge ao controle de Maluf. O efeito, no caso, foi outro.

maio 4, 2004

Filed under: Uncategorized — elpydiophragoso @ 4:07 am

O provedor BBS

Do caderno Internet, do Jornal do Brasil, em matéria adaptada da revista Forbes (“A volta por cima das pontocom”):

[…] O próprio Aleksandar Mandic protagonizou uma trajetória de sucesso. Começou com um dos primeiros provedores nacionais e embrião da internet, o BBS (Bulletin Board System), que acabou sendo vendido posteriormente para o falecido portal O Site. O auge do sucesso das empresas on-line ocorreu em 1999, com a abertura do Ig, um dos sites mais populares do País. Já a mandic:mail, criada em 2002, apresentava um faturamento de R$ 1,4 milhão em 2003.

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