Xingatório da Imprensa

maio 23, 2011

Preconceito lingüístico

Filed under: Uncategorized — elpydiophragoso @ 12:55 am

Para uma revista tão chocada com “os adversários do bom português”, a Veja até que é bem flexível no que diz respeito à norma culta. Na matéria desta semana apresentada sob esse exato título – “Os adversários do bom português” (pp. 86-87) – as repórteres afirmam:

O Ministério da Educação (MEC), que pagou pelos livros e os distribuiu, decidiu não retirá-los das escolas.

“Não retirá-los”? A tal da norma culta não diz que o “não” atrai o pronome? Ou reclamar disso seria preconceito lingüístico?

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1 Comentário »

  1. O famoso pronome oblíquo átono.

    Então, eu estava vendo a notícia, e o livro didático “por uma vida melhor” não diz em momento nenhum que falar “os livro” é o correto. Quem fala isso é a revista Veja (Renata Betti e Roberta de Abreu Lima), devido a falta de interpretação do texto.

    Em outra coisa que a revista se engana. Falar e escrever são habilidades diferentes, e modernamente não existe “certo e errado” no idioma, e sim se é adequado para a comunicação.

    Se o objetivo da comunicação é cumprido, então a variação linguística esta correta. Afinal, a função de um idioma não é estar correto, mas manter uma comunicação entre as pessoas.

    Nem precisando explicar todo o livro didático, usando apenas a própria noticia, o segundo texto grifado pela revista Veja reforça a ideia de que o aluno precisa dominar *as duas variantes* linguísticas. Portanto não diz que “Nós pega o peixe” é o correto. diz apenas que é uma variante popular que pode ser usado para comunicação.
    E a na hora que diz “é importante que domine as duas variedades”, significa que o aluno tem que conhecer os “dois idiomas”. Ou seja exige mais conhecimento.

    No modelo moderno de ensino do idioma português(inclusive a Lingua Portuguesa), não é mais adequado ensinar gramática para interpretar texto. Nunca funcionou bem.
    O foco do ensino moderno é interpretação de texto, e ensinar o aluno a entender um texto. Uma vez ensinado, parte-se para um pouco de gramática.
    Afinal a parte mais importante da gramatica é para evitar que a interpretação de texto fique difusa, confusa, dúbia,… . De resto, a maioria das regras de gramatica tem fins academicos (para graduação de letras). E é muito cruel fazer com que os alunos, decorem regras e mais regras.

    A Gramatica e a interpretação de textos pode ter um desempenho bom juntas. Mas não são necessárias uma para a outra.

    É perfeitamente possível escrever um texto gramaticalmente errado, e ainda sim ser entendido por milhões de pessoas, sem gerar dúvidas.

    Como também é possível como escrever textos sem nenhum erro de ortografia e gramatica, mas não tenham sentido nenhum. Ligando nada a lugar algum. (procure “gerador de lero-lero”)

    Com isso o livro cobre bem o papel de ajudar os alunos a interpretar melhor os textos, sem criminaliza-los ou confundi-los com as desnecessidades gramaticais.

    O livro mostra-se um excelente auxiliar para a o aluno, principalmente para aprender a escrever melhor e para obter mais vocabulário. Mas ensinar o gosto da leitura é outra etapa para ser cumprida. E se o alunos continuarem com trauma de leitura, porque tem haver com portugues e, por sua vez, com regras de gramática; ai nós tá frito…

    Comentário por Leonardo Marques de Souza — maio 24, 2011 @ 3:26 am


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